Mesmo que amparada na cláusula 21ª da Convenção Coletiva de Trabalho de 2010, que prevê a liberação do jornalista para a participação em seminários, conferências ou congressos, a proposta de programação desconsidera a realidade enfrentada pelos trabalhadores da notícia e os desrespeitos diários dos patrões aos direitos da categoria, que contratam assessores de comunicação sem carteira assinada ou como pessoas jurídicas, impondo jornadas extenuantes sem o pagamento de horas extras.
E a primeira conseqüência dessa política, que enfraquece a categoria, é a proposta do sindicato patronal de rebaixamento do piso dos assessores de comunicação em 30%, para os companheiros que estão ingressando nas assessorias. É hora de reagirmos com firmeza a todos estes ataques, e o Enjac Minas poderia ser o espaço para juntos, os jornalistas de Minas, melhor nos organizarmos em defesa da nossa profissão. Por isso, insistir em uma programação que inviabiliza a participação de maior parte dos jornalistas significa fracionar a categoria, expondo todos os trabalhadores da notícia aos ataques patronais.